Drogas, vidas perdidas - conteúdo

"O vício se desenvolve e se torna poderoso nas águas turvas do desejo de morte, da falta de equipamento para enfrentar a vida, da fuga da realidade para uma solução mais fácil."

O drama da adição e sua rara salvação é um desses temas que rodeia na ponta dos pés, num misto de medo, compaixão e respeito. Escrevi em meu livro mais recente (A Riqueza do Mundo) um capítulo inteiro sobre o labirinto da adição: não com conselhos ou receitas, mas mais uma vez partilhando angústias. A humanidade sempre gostou ou precisou fugir do real, que pode ser duro, às vezes duro demais. Freud comentou certa vez que a dor do mundo se torna quase insuportável para alguns, que precisariam do conforto de um remédio, droga, qualquer coisa, para sobreviver. Drogas têm sido o assunto nosso de cada dia, não o pão, mas o veneno da alma. O tema nos atinge com uma tremenda sensação de impotência, pois avassala o mundo mata a juventude, enriquece os traficantes, e deixa perplexos médicos, psiquiatras e policiais. Uma vez dentro desse labirinto que nos devora, dificilmente encontramos a saída.  Leia mais em Lya Luft: o labririnto das drogas - Veja 28/09/2011

 "Eles têm culpa, sim"   - Entrevista, Veja, 17/08/2011


O Psiquiatra e escritor inglês Anthony Daniels diz que as teorias sociológicas e psicológicas para explicar o Crime e o vício em drogas produzem cidadãos que não assumem suas responsabilidades

 

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