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Mostrando postagens de Outubro, 2010

Escrever bem

A produção de bons textos, dentro e fora das empresas, é resultado de garimpo, fascínio e determinação. Há ainda técnicas, boas técnicas. Saboreiam-se frutos que foram cultivados. Nada mais.

Parabéns, Flávio

Gosto dos alunos teimosos, determinados, obsessivos, disciplinados. Melhor ainda, se eles forem bem humorados, certos do que querem e disciplinados.

Neste ano, conheci muitos com essas características. Quando saem os resultados das provas, passada a fase de plantio e de interação intensa, eu e eles começamos a saborear os frutos.

O mais comum é chegarem com pouco ou nenhum hábito de leitura. Nada leem além da literatura técnica. Para o candidato a concurso, manter hábito de leitura diversificada é simplesmente impensável. Justifica-se por serem várias provas, a exigirem toneladas de informação.

É aí que entra a determinação. Fugir das desculpas, driblar a falta de tempo, ludibriar velhos hábitos de estudo, convencer-se de que ler é mais que estudar: é abrir a mente, azeitar o cérebro e ampliar infinitamente a possibilidade de compreender qualquer texto - inclusive e, principalmente, os das matérias específicas.

Normalmente, começo por uma reflexão. Básica. O que a pessoa que o avalia espe…

O recado de Senna - Carlos Alberto di Franco

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O fenômeno Ayrton Senna repercutiu no meu curso de pós-graduação. A cadeira Ética Jornalística,
voltada ao estudo da imprensa de qualidade, não poderia fugir à análise do impressionante banho de mídia que marcou a cobertura de uma comoção histórica. 

Senna, ao contrário do que afirmam alguns, não foi um produto artificial da mídia. Foi a manifestação acabada de uma dramática carência. Um estudo da seção de cartas dos leitores, delicado sensor da opinião pública, confirma a hipótese.

“É difícil expressar o sentimento do povo neste doloroso momento”, sublinhava um leitor do Estado. “Logo ele, um dos raros brasileiros que nos dava orgulho. Não dá para nos conformarmos. Enquanto isso, somos obrigados a viver sem segurança, ameaçados sempre, sem esperança de dias melhores, e a aturar esse Congresso cheio de corruptos”, concluía. Para um leitor do JB, “a morte de Senna significa o desaparecimento do único brasileiro que podia erguer a bandeira do Brasil no exterior e era aplaudido e respeita…